Há várias pesquisas mostrando o impacto da chegada das mulheres ao
mercado de trabalho e sua ascensão aos postos de comando. De acordo com o
levantamento de um grupo especializado em recrutar executivos, as
mulheres estão roubando as vagas dos homens, ascendendo mais rapidamente
aos altos postos e ganhando mais. A grande virtude das mulheres é
colocar a liderança como uma orientação, e não como uma ditadura. Os
homens e as mulheres podem ser igualmente eficientes.
As pesquisadoras ainda destacam: “Ainda não se sabe sobre números
seguros sobre o espaço que as mulheres ocupam no mercado. Já se sabe que
elas estão sendo recrutadas em bom ritmo e que, nos últimos dois anos, a
participação feminina nos cursos de mestrado de administração de
empresas na área de finanças dobrou”.
Estudos realizados pela economista Hildete Pereira de Melo, da
Universidade Federal Fluminense, mostram que, em 1985, havia 2 milhões e
83 mil trabalhadoras na indústria de transformação e, em 97, elas eram 2
milhões, 383 mil. Em meados da década de 80, 32% das trabalhadoras
tinham entre 18 e 24 anos. Doze anos depois, as mulheres desta faixa
etária eram 23% enquanto que a maioria das trabalhadoras tinha entre 30 e
39 anos - 27%, provando, em contrapartida, a permanência delas no
mercado de trabalho. Apesar do aumento da participação feminina na indústria, elas ainda são
minoria nessa área. Em 85, eram 26,35% da força de trabalho. Doze anos
depois, a inserção de mulheres foi de 28,13%. Apesar dos números, muitas empresas de RH garantem perceber vantagens na contratação de uma mulher no lugar de homens. As principais características profissionais que diferenciam homens e mulheres, segundo pesquisas, são:
- As mulheres são mais persistentes numa negociação;
- Sabem trabalhar em equipe;
- Fazer planejamento a longo prazo;
- Preocupam-se com detalhes etc.
- Apesar de tomar o emprego dos homens, as mulheres estão começando a servir também como modelo na hora de contratar.
Leidiane